Para terapeutas TRG
Por que alguns terapeutas TRG travam em casos que pareciam simples
Tem uma cena que se repete na prática de muito terapeuta TRG: o caso parecia direto. A pessoa chegou com uma queixa clara, o protocolo fazia sentido, tudo indicava um caminho tranquilo. E, em algum ponto da sessão — ou entre uma sessão e outra — algo simplesmente não anda mais.
A reação mais comum, principalmente pra quem está nos primeiros anos de prática, é achar que fez alguma coisa errada. Que esqueceu um passo. Que devia ter estudado mais aquele módulo da formação. E é aí que mora um dos enganos mais frequentes da clínica: tratar travamento como sinônimo de erro técnico.
O que geralmente não é o problema
Na grande maioria das vezes, um caso trava não porque o protocolo foi aplicado errado, mas porque o caso trouxe uma variável que nenhuma formação — por mais completa que seja — consegue prever de antemão. Formação ensina o mapa. A clínica é o território, e o território sempre tem dobras que o mapa não desenha.
Isso vale pra qualquer abordagem terapêutica, não só pra TRG. O que muda é que, em técnicas estruturadas como essa, a sensação de "eu devia estar seguindo os passos certos" pode pesar ainda mais — porque parece que existe uma resposta certa que só você não está enxergando.
Clube de Supervisão Clínica TRG
Situações assim ganham outro contorno quando você tem com quem discutir.
Aulas ao vivo, tira-dúvidas e discussão de casos clínicos reais — com Juliana Ariston e Juliana Lima Verde, mês após mês.
Conhecer a Supervisão Clínica TRGO que costuma realmente estar em jogo
Casos que travam costumam ter algo em comum: exigem uma leitura clínica que vai além do protocolo em si — uma leitura que se constrói com repertório, com ter visto situações parecidas antes, ou com ter alguém experiente pra pensar junto naquele momento específico.
É por isso que terapeutas isolados — sem um espaço fixo de troca sobre a própria prática — tendem a carregar esses casos sozinhos por mais tempo do que precisariam. Não por falta de capacidade técnica, mas por falta de um lugar pra colocar aquela dúvida específica em voz alta e ouvir outra perspectiva.
Travar não é sinal de fracasso
Se você está lendo isso porque um caso seu está nessa situação agora: travar faz parte da prática clínica real. Não é exceção, é regra — mesmo entre terapeutas com anos de experiência. A diferença está em ter, ou não, um espaço pra discutir isso enquanto ainda está acontecendo, em vez de carregar a dúvida sozinho até a próxima sessão.
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Isso é exatamente o tipo de situação discutida ao vivo, mês a mês, na Supervisão Clínica TRG.
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